Oi gente, tudo bem?
Em agosto de 2015, eu fiz uma postagem listando os motivos para esperar a nova animação da Disney, o Moana - Um Mar de Aventuras. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e finalmente, saiu o filme! Eu, como boa amante da Disney, fui assistir e resolvi trazer um pouco do que achei pra cá, até mesmo para complementar o que havia dito no primeiro post sobre isso (que tá no link ali em cima, só clicar!)
Quando escrevi sobre o filme, tudo ainda era muito cru e eu não tinha muita noção da história que estava por vir (notem que lá tem muitas ideias erradas!) e aqui vou procurar me corrigir também, porque Moana vai muito além de uma princesa indo atrás de uma ilha mágica ao lado de um semideus.
Claro que isso é o básico. Moana traz pra nós uma mistura de crenças e uma história cheia de poder. Nela, nos é apresentado que muito tempo antes, uma deusa chamada Te Fiti (que também é uma ilha) deu vida a todas as outras pequenas ilhas ao redor. Até que, um dia, um semideus chamado Maui rouba seu coração para dar o poder da vida aos seres humanos e ser bem visto por eles. O que acontece é que outros também queriam o coração e, um deles, o Te Ka, acaba lutando com Maui, o fazendo perder o coração e seu anzol, fonte de seu poder. A lenda diz que as ilhas, uma após a outra, estão morrendo e isso só será corrigido quando Maui e um guerreiro escolhido atravessarem os mares e devolverem o coração de Te Fiti.
Moana cresce ouvindo essa história. E sente, em seu coração, alguma coisa a atraindo para o mar. Ela fica nesse conflito entre atender ao seu povo ou seguir seu coração e descobrir quem ela é. Seu pai a proíbe de pensar em qualquer coisa que seja perigoso, tentando sempre mostrar pra ela que o lugar dela é na ilha, cuidando de seu povo. E mesmo que sua avó a incentive a ir atrás de Maui para devolver coração de Te Fiti - pois acredita que o mar a escolheu -, ela resolve ouvir o pai e tentar se preparar para ser a chefe da ilha. Porém, quando os peixes começam a sumir e os cocos a estragar, Moana percebe que pode salvar a ilha se devolver o coração de Te Fiti.
Resumindo, com o incentivo da avó, que mantinha o coração de Te Fiti num colar, Moana foge para ir atrás de Maui e fazer com que ele a ajude a devolver o coração.
Minha primeira impressão errada antes de ver o filme: o possível romance de Maui e Moana. Fiquei muito feliz em estar enganada. Eles são ótimos amigos. Começam se odiando e depois veem o quanto tem em comum e em como um precisa do outro. A Disney já vem tendo essa ideia de não romancear seus filmes, com Frozen e Valente foi a mesma coisa. Não havia mesmo uma necessidade para isso. Moana estava preocupada com seu povo e sua ilha. Não cabia um relacionamento ali. Além dela ser muito jovem e ainda nem saber quem é exatamente. Ela vai descobrindo isso ao longo do filme, percebendo sua força. Outra coisa bem legal da Disney é o fato de ela não ser uma princesa como as outras. Por ser da Polinésia, ela utiliza roupas locais, sem os vestidos bufantes e as luvas e os sapatinhos super chiques. É legal também ela ser a herdeira, a que vai cuidar do povo e colocar a mão na massa na hora de ajudar. Mostra que meninas podem e devem fazer coisas, e não apenas serem educadas e elegantes e esperar a vez delas de falar.
Acho que essa foi a maior evolução da Disney, Nós temos princesas eternas, de 50 anos atrás, cuja única função era achar o amor da vida e ficar com ele - que era quando vinham os obstáculos. As histórias, agora, estão menos egoístas, as princesas querem salvar seu povo, seu país, sua crença ou sua família. Ela não quer ser apenas bonita e casada com um príncipe encantado. Ela quer ser livre. Isso não quer dizer que as princesas antigas sejam antiquadas ou uma má influência. Porque meninas podem buscar pelo príncipe encantado, se elas quiserem. Elas podem ser e fazer o que quiserem e quanto mais propagarmos isso, melhor vão ser as pessoas daqui pra frente.
Tecnicamente, o filme é lindo. As cores verde e azul são muito acentuadas, que dá uma energia boa, o azul por ser uma cor tranquila, serena e harmônica e o verde por representar esperança e liberdade. Além de serem cores muito predominantes em cenários de praia e ilha. A Moana tem traços bastante infantis, como os olhos grandes e o rosto redondo, que deixa bem claro a idade que ela tem. E as músicas... ah, as músicas! Vocês precisam ouvir, mesmo sem ter visto o filme!!
São músicas fortes e poderosas. Se não me engano, uma banda polinésia tocou no filme, e talvez isso tenha ajudado no que a música queria passar. Eu arrepiei o filme todo durante as músicas, porque além de letras lindas, elas tinham uma força que me fez acreditar no poder da cultura e de como é importante a gente saber quem é no mundo. Eu vou deixar aqui as minhas duas favoritas, mas escutem as outras. Tenho certeza que vocês vão cantar o dia inteiro (como eu).














