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30 de junho de 2016

Tá todo mundo mal: O livro das crises #IDY2016



Trago para vocês hoje, mais uma vez na bita, o livro escolhido para Junho, do I Dare You. O tema que escolhi foi nacional e depois de muito pensar no que ler, decidi que seria o queridinho do momento mesmo. Ganhei o livro da Jout Jout de dia dos namorados, uma vez que meu namorado sabe o quanto eu amo essa mulher. Então, cá estou para resenhar essa obra maravilhosa criada com amor para nossa família joutjoutiana.
Sinopse:
Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas "melhores" angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, "Jout Jout, Prazer".

Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

Primeiro de tudo preciso dizer que em cada pedacinho desse livro eu me senti representada. Parecia (mesmo, real, sério, juro por Deus!) que foi escrito por mim. Não só pelas crises vividas, mas pela forma de lidar com elas. Jout Jout entrou na minha vida há bastante tempo quando uma amiga disse que éramos parecidas e que, talvez, eu fosse gostar dos vídeos dela. E não é que era verdade?

Se uma palmeira demonstrar algum interesse na Julia, ela se apaixona pela palmeira.
 (nunca fui tão representada em uma frase de um livro que nem foi escrito por mim ou para mim, tsc) 

Mas enfim, voltando ao livro, Julia conta algumas crises vividas por ela e, na maioria dos casos, como ela conseguiu superá-las, sempre daquele jeitinho tão Julia de ser. Ele tem a mesma pegada cômica que os vídeos e, algumas histórias, já até foram contadas em uns deles. Mas realmente não importa, porque você lê e ri como se tivesse vendo aquilo pela primeira vez. 
O prefácio foi escrito pelo namorado da Julia, o antes misterioso Caio (não mais misterioso), que traz para gente um pouquinho de uma crise dela também, então se você não costuma ler prefácios, leia este prefácio.

O mais legal desse livro foi que a Julia não quis trazer sua biografia (e mesmo assim eu leria, de qualquer forma). Mas não, ela trouxe um pouco da sua vida de forma que mostrasse que nós todos passamos pelas mesmas coisas.

É engraçado como chegamos a conclusões muito diferentes quando questionamos um costume que já está arraigado em nossas entranhas. Você percebe que nem concorda com grande parte deles e que só continua fazendo algumas dessas coisas porque nunca as questionou.

Mesmo que nós sejamos diferentes em tudo, desde personalidade até aparência, algumas daquelas crises certamente fizeram parte da nossa vida. Como por exemplo, a crise com a puberdade. A crise com a falta de talentos (essa é a minha crise eterna!). A crise com que carreira seguir. A do medo de críticas. Crises com namorados, com amigos, com a família. Por mais perfeita que a nossa vida seja, ela vai ter uma crisesinha aqui e ali. Não importa. E a Julia mostra isso da forma mais engraçada possível - o que no caso da nossa querida Jout Jout é engraçada mesmo.

Em determinado momento descobri que meu jeitinho, que eu já sabia que era delícia, era ainda mais eficaz na arte da conquista do que um peito durinho e um rosto lisinho. Desde, é claro, que a conquista valesse a pena.

O livro é todo lindo, como podem ver. Foi publicado pela editora Companhia das Letras e tem 200 páginas. Ele é amarelo e tem um desenho da Julia na capa que é um amorzinho. Quanto a fonte, é super tranquila de ler e, na primeira página de cada capítulo, ela é maior - o que deixou o livro com a estrutura bem diferenciada. Aliás, essa mesma primeira página de cada capítulo é toda preta, coisa mais linda.
Foto ta ruim? Sim. Mas é pra mostrar a primeira página de cada capítulo, que amorzisse.

Para finalizar, quero deixar registrado todo amor que eu sinto pela Julia, como ela me faz ser uma pessoa melhor e como eu acredito que ela seja o melhor ser humano que pisou nessa Terra em anos. Se você não conhece a Julia, por favor, clique aqui e veja uns videozinhos que vão te deixar muito felizinho com toda a certeza.
Eu não me estendi muito com a resenha porque estava ficando repetitivo o quanto eu gostei, haha. Então, vocês devem imaginar que são 5 estrelas com amor e coraçãozinho, sem dúvidas. É um livro para ser lido, relido, relido novamente e passado adiante para as futuras gerações. 



Beijos e até amanhã!

Sem crises, parece que você não se transforma. E, se você não muda, você para.

25 de maio de 2016

A Revolução dos Bichos #IDY2016


Oi, pessoas! Para o mês de maio, escolhi o livro "A Revolução dos Bichos", que se encaixa no tema "recomendado". Recebi diversas recomendações desse livro, e enfim, resolvi pegar pra ler. E me surpreendi. Gostei muito.

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos
Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A Revolução Dos Bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

A história

O enredo se passa na Granja do Solar. Ou melhor, na Granja dos Bichos. Vou explicar: como a sinopse diz, em certo momento da vida dos bichos, surge uma ideia revolucionária. Os animais não aguentam mais serem "escravos" dos humanos. Eles tem direitos! Com essas ideias, eles vão em frente, e acabam expulsando o dono da granja, chamando-a, então, de Granja dos Bichos.

Numa sucessão de acontecimentos, alguns aprendem a ler e escrever, e os porcos - os mais espertos -, em especial Bola-De-Neve (um dos "líderes" da granja, juntamente com Napoleão - cada um com suas características e pontos fortes), montam "Os Sete Mandamentos". O sétimo é o mais importante: "Todos os animais são iguais."

Então, começam a trabalhar, para suprir suas necessidades. E mesmo com todas as dificuldades, eles conseguem seguir em frente.

"Por vezes, a tarefa foi dura; os implementos destinavam-se ao uso de humanos, e foi de enorme desvantagem o fato de nenhum bicho poder utilizar ferramentas que exigissem a posição em pé sobre patas traseiras. Mas os porcos eram tão imaginosos que conseguiam contornar todas as dificuldades. Os cavalos conheciam cada palmo do terreno, e na realidade sabiam ceifar e raspar melhor do que Jones e os empregados. Os porcos não trabalhavam, propriamente, mas dirigiam e supervisionavam o trabalho dos outros. Donos de um conhecimento maior, era natural que assumissem a liderança."

E mesmo com o todo o trabalho, se sentem felizes. 

"Por todo aquele verão o trabalho da granja andou como um relógio. Os bichos, felizes como nunca. Cada bocado de comida constituía de um extremo prazer agora que a comida era realmente deles, produzidas por eles e para eles, em vez de ser distribuída em pequenas quantidades por um dono cheio de má vontade."

Porém, muitas coisas acontecem, levando Bola-De-Neve a ir embora da granja, e Napoleão assumir o comando. Napoleão é, basicamente, um ditador. Ele e seus seguidores são tão perversos que conseguem manipular perfeitamente os outros animais.

Como a maior parte dos bichos não sabia ler ou sabia até a letra "d", eles puderam alterar os mandamentos e convencê-los de que suas lembranças estavam erradas, por exemplo. Tudo isso para ter benefícios. E em meio a essa opressão, a frase mais marcante foi:

"Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos  são mais iguais que outros."

Enfim, lendo vocês verão as consequências e o desfecho de todo esse regime autoritário imposto por Napoleão e seus comparsas.

Informações técnicas

O livro de George Orwell tem muitas versões. Pelo que vi na internet, a capa que peguei é a mais bonitinha.




A editora Companhia das Letras estruturou muito bem o interior do livro: com folhas amareladas, a escrita é justificada, a letra é razoavelmente grande e o espaçamento agradável aos olhos. É tudo muito simples, exatamente o que o tema exige.




Ele possui 147 páginas - que você nem nota que leu. ;p

Minha opinião

Antes de mais nada, preciso dizer algo: nunca pensei que fosse odiar um porco! Ok, agora vamos lá:

Como dito na sinopse, o livro é uma sátira à ditadura de Stalin. E as críticas são muito diretas. As referências não são sutis. São bem explícitas. Eu, que nem sou aquela pessoa fã de história, consegui ver claramente as críticas presentes no livro.

E é fantástico o modo como o autor coloca isso em seus personagens. Há o ditador, seus seguidores, as pessoas comuns e influenciáveis, os trabalhadores que apoiam o governante até o fim para serem retribuídos... Bem, para não serem retribuídos. Pelo menos de um jeito bom. Enfim, na versão que li há um posfácio de Christopher Hitchens, e ele diz o seguinte:

"Qualquer um que conheça um pouco a história da Revolução Russa já terá percebido as semelhanças. E Orwell ainda fez o possível para sublinhar e enfatizar alguns paralelos. A excomunhão dos dissidentes, a reescritura da história, os julgamentos espetaculares e as execuções em massa são representados com grande nitidez. [...] e sabe-se que tende a comover até os leitores mais jovens, que só têm uma noção muito vaga da analogia histórica. (Vários dos contemporâneos de Orwell lhe escreveram contando que seus filhos tinham gostado muito do livro só pela sua história.)"
*Removi uma parte do comentário por conter spoiler.

O que ele disse é a mais pura verdade. A escrita nos prende do início ao fim, e nos faz refletir muito. O mais interessante é que são animais. Mas a analogia feita com nossas características - exageradas, claro - é incrível!

Uma história simples, verdadeira e fascinante. Recomendo muito esse livro. E tenho certeza que você vai ler rapidinho.
Beijos! *-*
www.coisinhasaleatorias.blogspot.com.br

Tema Base por Butlariz . Edições feitas por Mariana Fialho. Tutoriais utilizados dos blogs ButLariz, Cherry Bomb, Elaine Gaspareto e Follow Your Dreams