Hoje eu vou postar uma resenha que estou devendo desde outubro! Por que? Porque muita coisa aconteceu, a história não me prendeu (a principio) e eu procrastinei até não poder mais. Porém, aqui estou.
O livro é O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida, da Kate Eberlen. Um livro fofinho, leve e que te faz ter vontade de escrever também (eu fiquei com essa vontade!).
Sinopse:
Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.
Bom. Como diz a sinopse, eles não se encontraram ainda. Estão sempre em lugares próximos, ou no mesmo, e por mais que você se desgaste de desejar aquela esbarrada de mãos e troca de olhares, isso não acontece. Eles seguem suas vidas, tropeçando, fazendo merda, sofrendo, rindo, descobrindo e tentando ser felizes. Eu achei essa a mágica do livro. No início, eu queria que eles se encontrassem mas fui percebendo que o que deixou a história boa foi o fato de você ler sobre a vida de pessoas distintas, que nunca se conheceram e, ainda assim, estar super entretido, sem nunca se perguntar "porque diabos eu tô lendo um livro sobre pessoas completamente aleatórias?".
A escrita da Kate é muito boa, mas a descrição de tantos detalhes, como nomes de ruas e monumentos e prédios e avenidas, algumas vezes, ficaram confusas para mim. Acho que por isso, no começo, não consegui me prender à história. Foi só quando a vida dos personagens passou a ser o foco que o livro me cativou. A partir daí, só alegria. Li super rápido e querendo muito chegar ao final!
Quem me conhece sabe como eu shippo casais! Gente, não importa, se é filme, série, livro, novela, jogo de video game, vida real, eu seeeempre imagino os casais. No primeiro capítulo ou episódio, se eu vejo química, eu já quero eles juntos. Por incrível que pareça, isso não aconteceu nesse livro. Quando passou a ideia inicial de "tomara que eles se encontrem", eu não queria mais eles juntos. Claro, eles tem muito em comum e acredito que um completaria o outro, em suas necessidades. Mas sei lá, eu não desejei tanto isso. Eu queria que eles conseguissem ser felizes, e só. Eu comecei a ler e queria apenas saber se tudo ia dar certo, se a Tess ia conseguir cuidar da irmã e fazê-la feliz, se ia encontrar um cara legal, se não teria mais problemas com o pai e se o Gus seguiria seu coração e conseguiria se livrar dos fantasmas que nunca o deixavam em paz. A cada capítulo lido, era uma sensação de que eles nunca se encontrariam, mas que estava tudo bem, caso tudo estivesse realmente bem.
Admito: Solicitei o livro pela capa. Ela é maravilhosa. Em tons de laranja e roxo, que é uma composição linda. O laranja é uma cor levemente estimulante e também muito jovial - remetendo ao público (e aos personagens) da história - uma energia e excitação presentes nas descobertas deles. Já o roxo é uma cor calmante e intuitiva, pra contrabalancear com o laranja, e é ligada à área do cérebro que soluciona problemas, que eu acredito estar ligado também aos personagens, os encontros da vida e como ela os ensina a cada passo. Tem também um casal caminhando, para lados opostos. Isso faz uma alusão perfeita da história toda, de tão próximos mas tão longe.
O Primeiro Dia do Resto das Nossas Vidas (Miss You, originalmente), foi publicado pela Editora Arqueiro e foi lançamento de Outubro/2016. As páginas são amareladas e a fonte é super tranquila de ler. Ele é um livro grande e pesado, mas eu adoro livros assim, então pra mim não é um problema. Tem 432 páginas e os capítulos são alternados entre Tess e Gus, mostrando sua visão ao longo dos 16 anos que passam.
Para finalizar, as primeiras resenhas que li sobre o livro, disseram que ele lembra muito Um Dia. Realmente, o fato de ser duas pessoas, que não ficam juntas durante a história toda e que narram sua vida ao longo de anos, nos traz Um Dia à memória. Porém, enquanto lia, nem me passou pela cabeça o livro de David Nicholls. O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida tem uma história única e, de certa forma, mais interessante que Um Dia. (Sem desmerecer Um Dia, porque eu AMEI).
Dou 4 estrelas para o livro, por conta de toda essa coisa que senti no início, de não me conectar com a história e de, muitas vezes, as descrições exageradas da Kate saírem do meu controle. Fora isso, a história é boa, os personagens super construídos e deixou um desejo de quero mais que vai ficar por aqui um bom tempo.
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Alguém já leu esse O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida? Me conta nos comentários o que achou! Beijos e até a próxima.
"É só que, ás vezes, quando estou olhando para o céu limpo da noite, o universo parece tão vasto e aleatório que é estranho pensar em como nossos pequenos momentos na Terra podem conter tanto significado."
- Tess
