Oi, gente! Não sei se vocês ficaram sabendo, mas dia 25 a Netflix lançou sua primeira série original brasileira, chamada 3%. 

A história se passa num mundo pós-apocalíptico, em algum lugar do Brasil. A maior parte da população tem uma vida miserável vivendo no continente. Mas há uma chance de mudar: aos 20 anos, os jovens tem direito de participar do Processo, um "teste" que seleciona os 3% que merecem ir para o Maralto, onde há qualidade de vida, tecnologia e justiça. Para eles, o paraíso.

"Você é o criador do seu próprio mérito. Aconteça o que acontecer, você merece."

Na série vemos diversas críticas sociais, e até mesmo a realidade de tantas pessoas hoje. Vemos pessoas fazendo qualquer coisa pelo que querem; vemos um personagem de cadeira de rodas com todas as suas dificuldades; acima de tudo, vemos a pobreza. E o desespero de cada jovem por uma vida melhor.

                     
Eu estava super ansiosa pra assistir, pois como boa amante de distopias, não podia deixar de ver. Fiquei super feliz ao ver que era uma série brasileira. Faz tempo tempo que espero por algo assim aqui no nosso país! Ainda não acabei a temporada, que tem oito episódios. Mas já vi seis e acho que tenho base pra falar pra vocês o que achei. Não me decepcionei com a série.

Posso dizer que tudo o que vi em 3%, mesmo num mundo pós-apocalíptico, tem muita relação com o que vivemos hoje. Injustiça, desigualdade social, manipulação das pessoas... Tudo o que vemos agora. Isso é bem importante, no meu ponto de vista.

E mesmo em 3 dias, vi diversas críticas negativas contra a série. Até concordo com algumas, mas não acho que elas tenham tanto peso na minha avaliação. Sim, as coisas são bem rasas, e acho que poderiam ser melhor exploradas. Não vemos o dia a dia dos jovens do continente antes do Processo, apenas alguns flashbacks durante os episódios. No entanto, eu espero que isso seja mostrado na outra temporada. Por enquanto estou gostando de ter o foco no Processo.

Falando nele, adorei ver o tipo de prova apresentada e os critérios de avaliação. Na "entrevista", por exemplo, vemos a tela do lado do avaliador, com as características do candidato e tudo mais. Isso foi ótimo!

De forma geral, para mim o forte da série é o contexto. Tudo tem uma ligação, algo por trás. Coisas que parecem simples não são. Além disso, ela tem a capacidade de nos deixar curiosos. É por isso que vi quatro episódios de mais de 40 minutos direto!

Ah, tem mais uma coisa: se você não dá muito crédito para a série por ser brasileira, ainda dá tempo de mudar isso. 3% tem tudo pra te cativar e mostrar que o nosso país também tem lugar pra séries boas.

Por fim, quero dizer que sim, eu tenho sugestões para que a série melhore. Mas tive uma surpresa muito boa ao assisti-la. Espero que vocês se surpreendam também. 😍

Se quiserem saber mais:



Oi, gente! Hoje vou fazer a resenha do último recebido da Editora Arqueiro: O Despertar do Príncipe, da autora Colleen Houck.

Sinopse

Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
Em O Despertar do Príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.


A história


Liliana tem aquela vida que para muitos, é considerada perfeita. No entanto, viver de aparência não é tudo. Os pais da protagonista estão pressionando-a para escolher uma faculdade - não qualquer uma, mas sim a mais renomada e bem qualificada.

"Eles quase sempre me deixavam em paz, contanto que eu fizesse o que esperavam de mim, o que incluía, entre outras coisas, comparecer a diversos eventos, me apresentar como filha amorosa e só tirar nota 10 no meu colégio particular para moças."

A história começa, de fato, quando Lily vai para o Metropolitan Museum of Art  para tentar fazer uma escolha em relação a sua faculdade. Ela vai para uma seção reservada do museu e acaba encontrando Amon, uma múmia (morta há 1000 anos). Ele diz ter uma missão para realizar no Egito, mas será impossível sem a ajuda de Lily.

"É como uma força vital - continuou ele. - Minha força vital está ligada à sua."

A protagonista se vê num dilema entre ser Liliana - racional, que vive seguindo todos os padrões de uma vida perfeita -, ou Lily, a jovem com sede de aventura e uma paixão por um quase-deus egípcio.

Informações técnicas


Fiquei encantada quando abri o pacote e vi essa coisa linda. O livro consegue ser ainda mais bonito pessoalmente, já que a capa é meio metálica.



A fonte, o espaçamento e o tamanho são simples e ótimos para leitura. Ah, e as páginas são amareladas. A narração é em primeira pessoa, sempre no ponto de vista de Lily.


A autora dividiu a história em três partes, com o total de 24 capítulos mais o epílogo. O Despertar do Príncipe tem, ao todo, 384 páginas.

Minha opinião

O começo de O Despertar do Príncipe é simplesmente cativante! A linguagem é leve, e você chega na página 100 sem perceber. Depois disso, as coisas se tornam mais "pesadas", mas mesmo assim é bem difícil largar o livro.

Assim como na outra série da autora, achei a protagonista bem chatinha. Não é um "nível Kelsey", mas consegue ser bem irritante. Gente, que garota dramática, ninguém merece!

"-Não entendo. Uma hora você quer uma coisa, depois outra. Não entendo qual é o problema. Eu não sou bonita o suficiente?"

As partes de ação são realmente boas, e a narração é daquele tipo que faz a gente sentir mesmo, mergulhar de fato nos acontecimentos. Senti desespero em alguns momentos, claustrofobia em outros...

Por fim, não tenho do que reclamar na questão da mitologia. Como uma grande fã de Rick Riordan, é meio que inevitável comparar, mas acho que a autora encaixou bem todos as divindades no contexto. Dá pra aprender um pouquinho, ainda que as histórias dos deuses não sejam o foco.

Posso dizer que O Despertar do Príncipe é um misto de fantasia e romance, capaz de cativar pessoas de qualquer idade.

Me contem, o que vocês acharam da história? Ficaram com vontade de ler?