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18 de março de 2016

Vale a pena ler: O Reino das Vozes Que Não Se Calam

Foto autoral.

Oi, gente! Antes de mais nada, queremos nos desculpar por não postar na terça, pois tivemos um problema na internet e não deu para postar. :/
Mas, hoje já estamos de volta e o post é um "vale a pena ler" muito legal.
Eu estava em dúvida de qual livro falaria pra vocês hoje. Escolhi  O Reino das Vozes Que Não Se Calam por dois motivos: 1) queria trazer um livro nacional. 2) ele tem mais romance do que costumo ler, e mesmo assim gostei do livro.

Sinopse:
Em sua estreia na Rocco e marcando também a chegada do selo Fantástica, a escritora Carolina Munhóz, ganhadora do Prêmio Jovem Brasileiro por seu primeiro livro, A fada, apresenta O Reino das vozes que não se calam, escrito em parceria com a atriz e cantora Sophia Abrahão. Espécie de conto de fadas contemporâneo, em que um mundo mágico é palco para uma história de autoconhecimento e o poder dos sonhos, o romance conta a história de Sophie, uma garota cansada de sofrer com a indiferença das pessoas até descobrir um Reino onde seus talentos são reconhecidos. Cedo ou tarde, porém, ela terá que decidir entre a realidade e a fantasia, numa jornada repleta de descobertas e desafios.

Informações técnicas:
Esse é um livro que acho muito bonito e bem elaborado.

Foto autoral.

Foto autoral.
Gosto bastante da capa, da fonte e da diagramação: o texto é justificado e possui as letras num tamanho médio/grande. Ah, as folhas são amareladas, o que, para mim, é algo que ajuda muito na hora de ler.

Mais do que a capa, acho o interior do livro bonito: no início de cada capítulo há detalhes muito fofos, a marcação das páginas é decorada e aquelas divisões dentro dos capítulos são marcadas com pequenas coroas.
Foto autoral.
Foto autoral.
Foto autoral.
 Ah, o livro tem 28 capítulos, totalizando 285 páginas.

A história: 
Sophie é deslocada, sofre bullying, depressão... Parece que não pertence a esse mundo. Até que ela descobre o Reino, onde é adorada por todos.

"As pessoas comentavam sobre como se sentiam felizes, sobre o brilho presente em tudo e a magia à sua volta. Mas não ela. Nunca ela. Sophie sempre via tudo em um único tom. Pálido, sem graça e triste."

O Reino é um lugar fantástico, onde ela se sente acolhida, e mais ainda: sente que pertence àquele lugar. Como se já o conhecesse há muito tempo. É um lugar que qualquer um gostaria de estar. Então, imagine uma garota que sofre bullying?

No mundo real, Sophie conhece um garoto que pode ajudá-la a superar os obstáculos e decidir se vai encarar a realidade ou entrar de vez nesse mundo encantado, e o enredo se desenrola nesse contexto.
Mas há um grande problema: como convencer as pessoas de que isso não é loucura?

"Sophie não sabia se compartilhava aquela informação. O psicólogo conhecia seu estado e devia classificá-la como uma variação da síndrome de Alice no País das Maravilhas."

Ou: será que ela seria capaz de abandonar a vida real para viver num mundo de fantasia?

"Mas o lugar dela não era mais aquele."


Minha opinião:
O livro conta todas as dificuldades que a personagem passa, mostrando como é ter depressão, sofrer bullying e pensar até em suicídio! Conta também a fuga para um novo mundo, e claro, o garoto que Sophie se apaixona. Achei muito interessante a conexão que as autoras fizeram entre assuntos tão reais e presentes em nossas vidas com a fantasia e magia do Reino.

Para mim, o diferencial do livro é o modo como as autoras construíram o Reino e todo o mundo fantástico.

No final elas nos deixam uma dúvida que, é claro, não direi a vocês, mas acho que deixou o livro melhor ainda. A editora lançou a sequência no ano passado, e confesso que após ler o primeiro capítulo, não tive vontade de comprar o livro. Gostei do modo como o primeiro terminou, e prefiro ficar com esse desfecho.

Enfim, como é um livro curto, li bem rápido. Recomendo pra quem quer uma leitura leve, com um pouco de romance e fantasia, mas que não deixa de falar de temas reais e importantes.

Não está na minha lista de favoritos, mas acho que é um livro que vale a pena ler.

Alguém já leu? Gostou? Ou então, quer ler? É só descer a página e comentar, vou adorar conversar com vocês!
Beijos *-*

19 de janeiro de 2016

Vale a pena ler: Fui uma Boa Menina?

Foto: Saraiva

Hoje vou falar de um conto nacional pra vocês: Fui uma Boa Menina? , da Carolina Munhóz. Vi que o ebook estava de graça na Amazon (baixe aqui ou clicando na legenda da foto), e é claro que resolvi baixar.
É um conto de natal, com apenas 16 páginas, mas muito legal. Vou colocar a sinopse antes de falar mais coisas:

Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz, que vem conquistando jovens leitores por todo o Brasil. Fui uma boa menina?, conto de estreia da autora na editora Rocco, é um presente de Natal para todos os fãs.

Para começar, quero dizer que a escrita da autora é muito boa e cativante. Mesmo sendo um conto curto, me deixou curiosa no começo. Ah, e você, definitivamente, termina em um piscar de olhos.
Cheguei a achar um pouquinho infantil, já que deduzi o "mistério" rapidamente. Mas é tão leve que vale a pena. Tem o usual toque de fantasia, magia do Natal... É uma visão dessa data que eu nunca tinha tido. 
A personagem parece uma adolescente comum, com problemas com os pais. Aliás, com o pai. Ela perdeu a mãe no ano anterior, e esse é um ponto que contribui com a rebeldia dela. 
"No fundo, eu sempre quis isso. Orgulhá-los. Só que da minha forma."
Ela escreve de um jeito depressivo, esperando que o diário ganhe vida a qualquer momento para aconselhá-la. Ela só queria atenção.
"Esse era o principal problema. Nunca me senti aceita pela família. Não parecia ser prioridade de ninguém."
Consegui entender a protagonista. A família colocava uma pressão em cima dela, para o seu futuro trabalho, sobre seu jeito de ser... Tudo por causa daquele feriado. 
"A garota, então, não conseguiu mais manter a rebeldia. Havia herdado também a bondade da mãe. No fundo, queria atenção e acabou ajudando-o a completar mais um dia de trabalho. Começou a exercer o papel que tanto esperavam que ela assumisse."
A autora não construiu aquele conto arrebatador, mas conseguiu me cativar justamente por ser simples, mas diferente.
É um ótimo conto para ler num dia friozinho tipo hoje (pelo menos aqui na minha cidade)... É agradável e simples, tudo a ver com dias frescos. haha
Por fim, quero dizer que adorei a capa. Sério, é muito linda!

Beijos e até sexta. *-* 
www.coisinhasaleatorias.blogspot.com.br

Tema Base por Butlariz . Edições feitas por Mariana Fialho. Tutoriais utilizados dos blogs ButLariz, Cherry Bomb, Elaine Gaspareto e Follow Your Dreams