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30 de março de 2016

Legend #IDY2016



Atrasadinha com a resenha do I Dare You desse mês, quero falar desse livro incrível pra vocês: Legend. Eu sempre via pessoas comentando sobre ele. "Legend tem que virar filme.'' "É um dos melhores livros que já li!", etc. É óbvio que, quando vi a oportunidade, o escolhi para ler e resenhar para o IDY. Ele se encaixa no tema "escrito por uma mulher" (Marie Lu <3).

Sinopse

Outrora conhecida como a Costa Oeste dos Estados Unidos, a República é hoje uma nação em constante guerra com seus vizinhos, as Colônias. Nascida em uma família de elite em um dos bairros mais prósperos da República, June, de quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e comprometida com seu país, ela está sendo preparada para o sucesso nos círculos mais elevados da sociedade. Nascido nas favelas do setor Lake da República, Day, de quinze anos, é o criminoso mais procurado do país. Mas suas ações talvez não sejam tão mal-intencionadas quanto dizem. Originários de mundos completamente diferentes, os caminhos de June e Day poderiam jamais ter se cruzado. Porém, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito, os dois se veem encurralados em um jogo de gato e rato. Day tenta desesperadamente garantir a sobrevivência de sua família, enquanto June quer vingar a morte do irmão a qualquer preço. No entanto, numa reviravolta incrível, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre as medidas extremas às quais o país recorre para proteger seus segredos. Pleno de ação, suspense e romance, este primeiro e instigante livro da aclamada trilogia Legend é emocionante da primeira à última página. 


A história

Achei essa sinopse bem completa, então não sei muito o que dizer sem dar spoiler. Vou falar dos personagens: June desconhece da vida pobre. Sempre teve tudo o que queria (materialmente), é um prodígio e vive bem.

Day é quase o seu oposto: tirou uma nota muito abaixo da média na prova, fugiu, se tornou um criminoso e bem, era/é pobre. São realidades bem diferentes. O que eles tem de semelhante é a determinação e a vontade de transformar a sociedade.

Ah, sim! Eu não expliquei sobre a prova:

Aos dez anos, as crianças fazem a Prova que muda o rumo de suas vidas. Se tirarem 1500 pontos (a nota máxima), conseguem inúmeros privilégios: frequentam as melhores universidades, tem uma qualidade de vida excepcional. Vale lembrar que alguém atingir essa pontuação é raríssimo. Alguns jovens, como June, são os prodígios que conseguiram atingi-la.

"Designaram-me para cá, para a melhor universidade do país, aos doze anos, quatro anos antes do habitual. Eu ainda pulei meu segundo ano de faculdade. Há três anos recebo as notas máximas na Universidade de Drake. Eu sou inteligente. Tenho o que a república define como bons genes." 

Se a criança atingir de 1450 a 1499 pontos, passa por seis anos no ensino médio e depois é direcionada a uma universidade qualificada, onde ficará por quatro anos. Se conseguir de 1250 a 1449 pontos, vai para o ensino médio e depois para uma faculdade. Já os jovens que marcam de 1000 a 1249 pontos não podem frequentar nem o ensino médio, e trabalham em péssimas condições. São os pobres, como a família de Day.

Na verdade, isso "acontece" na teoria. Na prática, é bem diferente. Mas não vou contar pra vocês.

"Exceto que isso tudo é mentira. Uma criança inferior com maus genes não é útil ao país."


Informações técnicas

A capa desse livro é uma das mais bonitas que já vi. A editora Rocco se superou, pois ficou maravilhosa! O livro, em si, é pequeno, e como consequência, possui letras pequenas. Mas não me atrapalhou nem um pouco no decorrer da leitura. As páginas do livro são amareladas, e nos cantos há "sombras", que, imagino, foram colocadas para realçar a tensão da história. Ah, o livro possui 256 páginas.
Foto autoral.

Foto autoral. 

Foto autoral.
Foto autoral.

Foto autoral.
Um detalhe que me chamou atenção é que os capítulos são alternados entre June e Day. A fonte da narração dele é diferente da dela. E na frente do nome de June (no início de seus capítulos) há o brasão como o da capa. No de Day, não. Acho que isso representa que ela está a favor do governo, e que ele é um criminoso. O mais procurado do país. Enfim, gostei disso, porque são pequenas coisas que completam um livro.

Foto autoral.

Foto autoral.

Minha opinião

Bem, posso começar escrevendo que dei 5 estrelas para esse livro. Primeiro, porque a escrita da autora é tão cativante que quando percebi, estava na página 90, 100, 120...

Segundo, a história propriamente dita. Acho que, apesar de alguns elementos clichês no enredo, é uma ideia original e única. Legend nos traz a visão de dois personagens com vidas totalmente opostas que acabam se cruzando pelo acaso. O desenvolvimento flui, nos carregando junto com os personagens. Vivemos todos os acontecimentos ao lado deles. apesar de eu ter desconfiado de várias coisas certas antes deles

E falando nisso, quero dizer que gostei muito dos revezamentos na narração. Contribuiu para que eu conhecesse melhor a personalidade de Day e June, na visão deles mesmos, e um do outro. A leitura não foi cansativa em momento nenhum!

O enredo é tão cheio de ação e tensão que simplesmente não consigo imaginar os protagonistas com a minha idade! Apesar de saber que são jovens, sempre imagino pessoas mais velhas. Não sei, é que eles passaram por tanta coisa que fica difícil pensar que tem apenas quinze anos.

E se tenho algo "ruim" a dizer desse livro, é muito pouco: achei que a autora podia ter aprofundado mais na questão do governo e os motivos que os levaram a fazer tal coisa. Para mim, essas descobertas/explicações foram muito breves. Pode ser que ela fale mais sobre isso nos próximos livros, mas nesse, achei que faltou um pouco disso. Porém, nada que afetasse o enredo diretamente.

Não tenho nenhum ponto que me leve a não recomendar esse livro a alguém ou algo assim. Se me perguntarem se indico Legend, eu responderei na hora que sim.

*Atualização: terminei o segundo livro e só posso dizer: maravilhoso! Favorito com certeza. <3

Então, é isso gente. O que vocês acharam desse livro? Já leram?
Beijos!

18 de março de 2016

Vale a pena ler: O Reino das Vozes Que Não Se Calam

Foto autoral.

Oi, gente! Antes de mais nada, queremos nos desculpar por não postar na terça, pois tivemos um problema na internet e não deu para postar. :/
Mas, hoje já estamos de volta e o post é um "vale a pena ler" muito legal.
Eu estava em dúvida de qual livro falaria pra vocês hoje. Escolhi  O Reino das Vozes Que Não Se Calam por dois motivos: 1) queria trazer um livro nacional. 2) ele tem mais romance do que costumo ler, e mesmo assim gostei do livro.

Sinopse:
Em sua estreia na Rocco e marcando também a chegada do selo Fantástica, a escritora Carolina Munhóz, ganhadora do Prêmio Jovem Brasileiro por seu primeiro livro, A fada, apresenta O Reino das vozes que não se calam, escrito em parceria com a atriz e cantora Sophia Abrahão. Espécie de conto de fadas contemporâneo, em que um mundo mágico é palco para uma história de autoconhecimento e o poder dos sonhos, o romance conta a história de Sophie, uma garota cansada de sofrer com a indiferença das pessoas até descobrir um Reino onde seus talentos são reconhecidos. Cedo ou tarde, porém, ela terá que decidir entre a realidade e a fantasia, numa jornada repleta de descobertas e desafios.

Informações técnicas:
Esse é um livro que acho muito bonito e bem elaborado.

Foto autoral.

Foto autoral.
Gosto bastante da capa, da fonte e da diagramação: o texto é justificado e possui as letras num tamanho médio/grande. Ah, as folhas são amareladas, o que, para mim, é algo que ajuda muito na hora de ler.

Mais do que a capa, acho o interior do livro bonito: no início de cada capítulo há detalhes muito fofos, a marcação das páginas é decorada e aquelas divisões dentro dos capítulos são marcadas com pequenas coroas.
Foto autoral.
Foto autoral.
Foto autoral.
 Ah, o livro tem 28 capítulos, totalizando 285 páginas.

A história: 
Sophie é deslocada, sofre bullying, depressão... Parece que não pertence a esse mundo. Até que ela descobre o Reino, onde é adorada por todos.

"As pessoas comentavam sobre como se sentiam felizes, sobre o brilho presente em tudo e a magia à sua volta. Mas não ela. Nunca ela. Sophie sempre via tudo em um único tom. Pálido, sem graça e triste."

O Reino é um lugar fantástico, onde ela se sente acolhida, e mais ainda: sente que pertence àquele lugar. Como se já o conhecesse há muito tempo. É um lugar que qualquer um gostaria de estar. Então, imagine uma garota que sofre bullying?

No mundo real, Sophie conhece um garoto que pode ajudá-la a superar os obstáculos e decidir se vai encarar a realidade ou entrar de vez nesse mundo encantado, e o enredo se desenrola nesse contexto.
Mas há um grande problema: como convencer as pessoas de que isso não é loucura?

"Sophie não sabia se compartilhava aquela informação. O psicólogo conhecia seu estado e devia classificá-la como uma variação da síndrome de Alice no País das Maravilhas."

Ou: será que ela seria capaz de abandonar a vida real para viver num mundo de fantasia?

"Mas o lugar dela não era mais aquele."


Minha opinião:
O livro conta todas as dificuldades que a personagem passa, mostrando como é ter depressão, sofrer bullying e pensar até em suicídio! Conta também a fuga para um novo mundo, e claro, o garoto que Sophie se apaixona. Achei muito interessante a conexão que as autoras fizeram entre assuntos tão reais e presentes em nossas vidas com a fantasia e magia do Reino.

Para mim, o diferencial do livro é o modo como as autoras construíram o Reino e todo o mundo fantástico.

No final elas nos deixam uma dúvida que, é claro, não direi a vocês, mas acho que deixou o livro melhor ainda. A editora lançou a sequência no ano passado, e confesso que após ler o primeiro capítulo, não tive vontade de comprar o livro. Gostei do modo como o primeiro terminou, e prefiro ficar com esse desfecho.

Enfim, como é um livro curto, li bem rápido. Recomendo pra quem quer uma leitura leve, com um pouco de romance e fantasia, mas que não deixa de falar de temas reais e importantes.

Não está na minha lista de favoritos, mas acho que é um livro que vale a pena ler.

Alguém já leu? Gostou? Ou então, quer ler? É só descer a página e comentar, vou adorar conversar com vocês!
Beijos *-*

4 de março de 2016

Vale a pena ler: Jovens de Elite

Foto: Skoob
Oi, gente!
Hoje o vale a pena ler é parecido com esse post, porque ainda não li o livro, mas quero falar dele pra vocês.
Bem, vamos do começo: estava eu, olhando meu e-mail, quando vi os "lançamentos da Editora Rocco". Entrei, e resolvi ler sobre o livro Jovens de Elite, da escritora Marie Lu (que escreveu a trilogia Legend, que, por sinal, está na minha lista de leitura para esse ano), e, gente, quero muito esse livro!
A editora disponibilizou a sinopse (abaixo) e um trecho (esse aqui), e foi ele que me deixou com mais vontade ainda de ler Jovens de Elite.
 A trama se passa num mundo medieval alternativo tomado por uma estranha febre que, quando não mata, deixa uma marca física nos seus sobreviventes. Uma marca única para cada um deles, que pode ser um estranho tom de pele ou um cabelo que muda de cor, por exemplo. Chamados de malfettos, alguns poucos sobreviventes, além da marca, são dotados de incríveis poderes: habilidade de controlar o ar, o fogo, a terra e até mesmo seres humanos. Adelina é uma sobrevivente. Tudo que a jovem queria era ser aceita e amada, mas a doença a marcou e a privou de uma vida melhor. Ela é constantemente maltratada pelo pai, e sua irmã mais nova nada pode fazer para ajudar. Porém, quando tenta escapar do destino imposto a ela por seu pai, Adelina descobre que, além da cicatriz, ganhou também um dos estranhos poderes herdados pelos malfettos, e que sua vida pode mudar para sempre. Ao encontrar um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite – vistos por uns como heróis, por outros como seres demoníacos –, Adelina é recrutada pela Sociedade do Punhal, um grupo de malfettos organizado pelo príncipe Enzo para lutar contra a Inquisição e a ditadura da Rainha. Heroína ou vilã? Num mundo no qual magia e política se chocam, ela é obrigada a descobrir o lado sombrio do seu coração.

Normalmente vemos esse tipo de história num mundo distópico e avançado ou mesmo atual, mas raramente encontramos na época medieval, como nesse livro.
No momento, só posso dizer que gostei muito da narrativa de Adelina (embora tenha lido bem pouco), pois é clara, e mostra bastante de sua personalidade.
Claro que já coloquei ele na minha lista de desejados para esse ano. Ah, podem deixar que, assim que eu ler, conto tudo pra vocês!
Se quiser informações mais completas, é só entrar na página da editora.
Por fim, vou deixar o booktrailer de 30 segundos que vi no Skoob.


E aí, alguém já leu Jovens de Elite? O que achou dele? Ou então, compartilha do sentimento de querer muito ler o livro? Me contem tudo nos comentários! :3
Beijos e até domingo, que tem freebie pra vocês, leitores!
www.coisinhasaleatorias.blogspot.com.br

Tema Base por Butlariz . Edições feitas por Mariana Fialho. Tutoriais utilizados dos blogs ButLariz, Cherry Bomb, Elaine Gaspareto e Follow Your Dreams